Manifestação de Solidariedade com a OVO Portugal – Observatório da Violência Obstétrica e Mulheres na Arquitectura, visadas pelo grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM) expressa a sua firme e inequívoca solidariedade para com as suas organizações membros OVO Portugal – Observatório da Violência Obstétrica e Mulheres na Arquitectura, que se encontram entre os alvos de vigilância, intimidação e hostilidade atribuídos ao grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano, segundo a acusação tornada pública pelo Ministério Público[1].

A presença destas organizações numa lista de alvos é reveladora da natureza profundamente misógina, antidemocrática e antifeminista dos movimentos extremistas que procuram intimidar quem trabalha pela igualdade, pelos direitos humanos e pela dignidade de todas as pessoas.

O OVO Portugal tem desempenhado um papel fundamental na defesa dos direitos das mulheres grávidas, denunciando a violência obstétrica e promovendo uma cultura de respeito pelos direitos humanos nos cuidados de saúde. A associação Mulheres na Arquitectura tem contribuído para tornar visíveis as desigualdades estruturais que persistem na profissão e para promover uma participação mais justa e igualitária das mulheres no espaço construído e na vida pública.

Quando organizações feministas são alvo de grupos extremistas, está em causa muito mais do que a segurança das pessoas diretamente visadas. Está em causa a liberdade de associação, a participação cívica das mulheres, a defesa dos direitos humanos e a própria qualidade da democracia.

Perante o crescimento de movimentos que promovem o sexismo, racismo, a xenofobia, e outras formas de discriminação, é essencial que as instituições democráticas respondam com firmeza e que a sociedade civil permaneça unida na defesa dos valores da liberdade, da igualdade e dos direitos fundamentais.

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres condena veementemente qualquer forma de violência, perseguição ou intimidação de natureza extremista, reafirmando o seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da igualdade e o seu apoio incondicional às organizações visadas e a todas as defensoras dos direitos das mulheres que, diariamente, enfrentam discursos de ódio, intimidação e violência para construir uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária.

À OVO Portugal e à Mulheres na Arquitetura a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres deixa uma mensagem clara: não estão sozinhas!

 

[1] Quem estava na mira dos neonazis do Movimento Armilar Lusitano: a lista de alvos identificada pelo MP e PJ – Expresso

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