Inscrições abertas para a 5ª edição do curso “Cidadania e Segurança Online. Prevenir a Ciberviolência: bE_SAFE!”

Estão oficialmente abertas as candidaturas para a 5ª edição do curso de formação acreditado para docentes “Cidadania e Segurança Online. Prevenir a Ciberviolência: bE_SAFE!”.

Esta formação acreditada destina-se a docentes dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário que pretendam aprofundar conhecimentos e práticas para prevenir a ciberviolência, fenómeno que afeta de forma desproporcional crianças e jovens, especialmente raparigas.

As candidaturas decorrem até 5 de março de 2026, sendo que o curso terá lugar entre 17 de março e 27 de maio de 2026. Com uma duração total de 26 horas (19 horas assíncronas e 7 horas síncronas em horário pós-laboral, das 19h00 às 21h00), as sessões síncronas estão agendadas para os dias 24 de março; 8, 15 e 20 de abril; e 22 de maio.

A formação combina sessões teóricas e práticas, abordando temas como o equilíbrio entre liberdade online e prevenção da ciberviolência sexual, o papel da educação digital na promoção da segurança e da consciência entre pares, e estratégias para combater a culpabilização e a revitimização das vítimas. O objetivo é capacitar docentes com informação científica atualizada e ferramentas para preparar crianças e jovens para os riscos do ambiente digital, promovendo um espaço online mais seguro.

Testemunhos de anteriores edições

A meu ver, prova maior de que se trata de um Programa Educativo do profundo interesse dos discentes e resposta às suas necessidades de competências e capacitação sobre a ciberviolência e defesa de um ambiente online mais seguro, pois não houve qualquer menção de queixa ou crítica pelo facto de terem ficado “sobrecarregados” e estarem a desenvolver de forma mais autónoma e menos orientada as tarefas da disciplina de português, num ano terminal e sujeito a exame nacional obrigatório. Quando os inquiri sobre este facto, que era da minha preocupação, foram taxativos em afirmar de que se tratava de uma formação importante para a sua cidadania integral e com pouca expressão no meio escolar. (Docente, 1ªEd T3)

Uma das maiores vantagens da aplicação do programa foi o estímulo à colaboração e à partilha entre os alunos, que aumentou ao longo das sessões. Inicialmente, as raparigas participavam mais ativamente e alguns alunos demonstravam receio de dar a sua opinião, mas essa postura foi-se alterando à medida que os níveis de confiança e envolvimento se fortaleceram. (Docente, 2ªEd T1)

Se inicialmente revelavam uma vontade acentuada de partilhar a sua opinião e visão sobre o tema que estava a ser abordado, à medida que as atividades se desenvolviam notava que ficavam mais atentos aos que os colegas diziam e percebia que isso os deixava a pensar. É verdade que, em alguns casos, tornou-os mais reativos e, consequentemente, solicitavam “tempo de antena”, mas revelaram serem empáticos, serem capaz de ouvir, sem interrupções ou julgamentos e, depois, responderem de forma em que se mostravam compreensivos pelo que os colegas disseram. (Docente, 3ªEd T1)

Incentivou as e os alunas/os a comunicarem entre si de forma cooperativa, a trocar ideias, negociar pontos de vista e chegar a conclusões em conjunto. Notou-se que mesmo alunos que habitualmente interagiam pouco entre si passaram a colaborar ativamente, descobrindo interesses comuns e preocupações partilhadas sobre o tema. À medida que os módulos avançavam, os jovens foram desenvolvendo uma maior confiança para se expressarem no grupo, pois sentiram apoio e validação por parte dos colegas. O programa fomentou o diálogo aberto e a escuta ativa, em debates guiados, os estudantes aprenderam a respeitar as opiniões uns dos outros, mesmo quando divergentes, e a construir argumentos de forma colaborativa. Verificou-se um claro aumento do sentido de comunidade e responsabilidade coletiva. (Docente, 4ªEd T1)

O curso é promovido pela Universidade Aberta, em parceria com a PpDM, no âmbito do Projeto Europeu bE_SAFE – Conscientização sobre a CIBERVIOLÊNCIA e defesa de um ambiente online mais SEGURO para raparigas e mulheres (CERV-2022-DAPHNE-101096462-BE-SAFE), financiado pela União Europeia e coordenado pela Ombudsperson for Gender Equality da República da Croácia, com parceiros de Portugal, Croácia e Espanha.

Para mais informações e candidaturas, consulte o site da Universidade Aberta aqui.

Financiado pela União Europeia. As opiniões expressas são da responsabilidade das/os autoras/es e não refletem necessariamente as posições da União Europeia ou da Comissão Europeia.

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