Apresentação pública do estudo sobre ciberviolência com base no sexo reuniu profissionais da educação e de apoio a vítimas
A 6 de fevereiro de 2026 realizou-se a apresentação pública do estudo “A ciberviolência com base no sexo em Portugal: perspetivas de crianças, jovens, docentes e pessoal técnico especializado”, desenvolvido no âmbito do projeto europeu bE_SAFE: Conscientização sobre a CIBERVIOLÊNCIA e defesa de um ambiente online mais SEGURO para raparigas e mulheres.
A sessão teve como objetivo divulgar os principais resultados da investigação qualitativa realizada em Portugal pelo CESIS – Centro de Estudos para a Intervenção Social e pela PpDM, e promover a reflexão conjunta entre profissionais de diferentes áreas de intervenção. O estudo recolheu contributos de crianças e jovens, docentes, pessoal técnico especializado e forças de segurança, procurando compreender as experiências, perceções e impactos da ciberviolência baseada no sexo em contexto educativo, bem como as respostas institucionais existentes.
Reveja aqui a sessão de apresentação.
Leia o estudo na íntegra A ciberviolência com base no sexo em Portugal: perspetivas de crianças e jovens, escolas e forças de segurança, e as folhas informativas A ciberviolência com base no sexo em Portugal na perspetiva de crianças e jovens e A ciberviolência com base no sexo em Portugal na perspetiva de docentes e pessoal técnico especializado.
A ciberviolência com base no sexo constitui uma forma de violência que afeta de forma particular raparigas e jovens mulheres, manifestando-se através de práticas como a partilha não consentida de conteúdos íntimos, assédio online, predação sexual, controlo digital ou ameaças de natureza sexual. Estas situações têm consequências significativas ao nível do bem-estar psicológico, do sentimento de segurança, da participação escolar e do exercício pleno dos direitos humanos.
Durante a sessão foram apresentados os principais resultados do estudo, evidenciando a persistência de estereótipos de género na esfera digital e a banalização de determinados comportamentos entre pares. Foram igualmente debatidas as dificuldades sentidas por profissionais da educação e de apoio na identificação, prevenção e resposta a estas situações, bem como a necessidade de maior articulação entre escolas, serviços especializados e forças de segurança.
O evento contou com a participação de profissionais da educação, bibliotecas escolares, serviços de apoio a vítimas e entidades com competências na área da proteção de crianças e jovens. Foram ainda apresentados exemplos de práticas de prevenção e intervenção, nomeadamente o Programa Educativo desenvolvido no âmbito do projeto bE_SAFE e a importância da formação de docentes como o curso de formação acreditado para docentes “Cidadania e Segurança Online. Prevenir a Ciberviolência: bE_SAFE!”.
A sessão constituiu um espaço de partilha e capacitação, reforçando a importância de uma abordagem integrada e baseada nos direitos humanos para prevenir e combater a ciberviolência com base no sexo. Foi salientado que a resposta eficaz a este tipo de violência exige não apenas conscientização junto de crianças e jovens, mas também o reforço das competências institucionais e a cooperação entre os diferentes sistemas de proteção.
