Encontro Diplomats 4 Gender Equality: PpDM presente

Reforçar alianças entre a sociedade civil e a comunidade diplomática em Portugal é um passo essencial para a construção de sociedades justas e igualitárias. Foi precisamente esse o objetivo do encontro Diplomats 4 Gender Equality – Building a Stronger Network between Local Enablers and the Diplomatic Community”, que teve lugar no Goethe-Institut Portugal, a 11 de fevereiro de 2025, e reuniu representantes de cerca de 50 Embaixadas e organizações não-governamentais comprometidas com os direitos das mulheres e a igualdade entre mulheres e homens.

O encontro revelou ser um espaço privilegiado de diálogo, partilha e aproximação entre diferentes atores e países que, a partir de contextos institucionais distintos, trabalham para acabar com as desigualdades estruturais persistentes entre mulheres e homens.

Diálogo entre diplomacia, políticas públicas e associações de mulheres

A sessão iniciou-se com uma conversa introdutória entre a jornalista Catarina Marques Rodrigues e João Pereira, da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), que enquadrou os principais desafios atuais no domínio da igualdade entre mulheres e homens, tanto a nível nacional como internacional.

Este momento permitiu refletir sobre o papel das políticas públicas, da diplomacia e dos meios de comunicação social na promoção dos direitos humanos das mulheres e das raparigas, sublinhando a importância de respostas integradas e sustentadas no tempo.

Dar visibilidade ao trabalho das associações de mulheres

Um dos momentos centrais do encontro foi a apresentação do trabalho desenvolvido por diversas associações de mulheres, que atuam em áreas como:

  • prevenção e combate à violência masculina contra mulheres e raparigas;

  • desigualdades de poder e discriminação estrutural;

  • promoção dos direitos humanos das mulheres e das raparigas em diferentes contextos sociais e institucionais.

Estas partilhas permitiram à comunidade diplomática conhecer de forma mais próxima o trabalho realizado no terreno, bem como os desafios enfrentados pelas organizações, reforçando a importância do apoio político, institucional e financeiro a iniciativas locais.

Para além da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, representada pela Presidente Paula Barros, participaram no encontro várias organizações membros da PpDM, nomeadamente: Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV), Associação Mén Non – Associação das Mulheres de São Tomé e Príncipe em Portugal, Associação Mulheres Sem Fronteiras. BasN – Business as Nature – Associação para a produção e o consumo sustentável e a economia circular, EOS – Associação de Estudos, Cooperação e Desenvolvimento e VIDAs – Associação Portuguesa de Menopausa.

Uma iniciativa alinhada com a Política Externa Feminista da Alemanha

O encontro enquadrou-se na Política Externa Feminista do Governo alemão, que assume como prioridade a mitigação das desigualdades estruturais em todas as dimensões da sua ação externa. Esta abordagem reconhece que a igualdade entre mulheres e homens não é apenas um objetivo setorial, mas um princípio transversal que deve orientar a diplomacia, a cooperação internacional, a segurança e o desenvolvimento.

Ao promover espaços de diálogo entre Embaixadas e associações de mulheres, esta iniciativa contribui para uma diplomacia mais próxima da realidade vivida pelas mulheres e raparigas em Portugal e para respostas mais informadas e eficazes.

Fortalecer redes para ampliar o impacto

O encontro “Diplomats 4 Gender Equality” demonstrou que juntar forças é fundamental para enfrentar desigualdades persistentes e promover mudanças estruturais na realização dos direitos humanos das mulheres e das raparigas. A articulação entre atores locais e internacionais, públicos e da sociedade civil, reforça a capacidade coletiva de resposta e amplia o impacto das ações em face à igualdade entre mulheres e homens.

Iniciativas como esta reafirmam a importância do trabalho em rede e do reconhecimento do papel central das associações de mulheres na construção de sociedades igualitárias, democráticas e respeitadoras dos direitos humanos.

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