A carregar Eventos

« Todos os Eventos

Como ficar em casa? Habitação e igualdade de género em tempos de pandemia

3 de dezembro / 16:30-18:30

16:30 / 16:45  Apresentação dos Retratos 

16:35 /18:15    Debate: Mulheres pelo Direito à Habitação 

  • Associação Mulheres na Arquitectura, Patrícia Santos Pedrosa
  • Habita, Rita Silva
  • PpDM, Ana Sofia Fernandes
  • UMAR, Manuela Tavares

18:15 / 18:30   Fecho 

“Como ficar em casa? Intervenções imediatas de combate à Covid-19 em bairros precários da AML” é um projeto de investigação financiado pela FCT ao abrigo do Apoio especial Gender Research 4 COVID19, coordenado por Joana Lages, no DINAMIA-CET do ISCTE

OUTPUTS 

Aplicou-se um inquérito presencial a mulheres em situação de precariedade e vulnerabilidade habitacional e realizámos histórias de vida a mulheres que representam situações muito diversas dentro deste amplo universo. Entrevistámos mulheres que vivem em bairros muito precários (sem condições de cumprir o distanciamento social e as condições de higiene exigidas na pandemia), mas também mulheres que ocuparam casas municipais, moradoras ativistas, inquilinas em processo de despejo, refugiadas, mulheres de etnia cigana. Este mosaico foi garantido pelas nossas parcerias no terreno, nomeadamente a Associação Mulheres sem Fronteiras (Bairro Alfredo Bensaúde, Lisboa), a Associação Moinho da Juventude (Bairro do Alto da Cova da Moura, Amadora), a Habita! – Associação pelo direito à habitação e à cidade e a Associação de moradores do Bairro das Terras da Costa (Almada).

Desta pesquisa surgiram dados muito interessantes, que informam um guia, uma publicação que espelha o cruzamento entre desigualdades de género, habitação e a pandemia.

Desenvolvemos ainda um manual (folheto e vídeos), com as orientações para ficar em casa, retratando as diversas situações que encontramos no terreno desde Agosto, data de início do projeto. Acreditamos que estes materiais serão importantes contributos na divulgação de informação correta sobre a utilização do espaço da casa para pessoas doentes

ou suspeitas de infeção, nomeadamente pela sua tradução para crioulo e árabe.

 

RESUMO DO PROJETO

 

Segundo o último levantamento do IHRU, mais de 25 mil famílias viviam em 2018 sem condições mínimas de habitabilidade, 55% das quais na Área Metropolitana de Lisboa (AML). A máxima ‘fique em casa’ , pautada pelo confinamento, distanciamento social e cumprimento das condições de higiene exigidas, é difícil de assegurar nos bairros precários.

A proposta tem como objetivo a participação de mulheres num programa de intervenções rápidas no espaço e nos hábitos quotidianos, dirigido à implementação de medidas imediatas que possam minimizar as taxas de infeção em bairros precários. Um guia e manual serão produzidos a partir de workshops esperando-se que sirvam a outros lugares.

A pesquisa tem como objetivo informar ativamente a Nova Geração de Políticas de Habitação, através do desenho de ações imediatas face às medidas exigidas pela pandemia.

Detalhes

Data:
3 de dezembro
Hora:
16:30-18:30