Dia Internacional da Paz: Acabar com o sexismo e o racismo. Construir a Paz!

A 21 de setembro celebra-se o Dia Internacional da Paz; as Nações Unidas dedicam este dia a “Acabar com o racismo. Construir a Paz”. Em 2022 ainda testemunhámos demasiadas tragédias humanas e perda de vidas evitáveis em países que estão em conflito armado como Afeganistão, Burkina Faso, República do Congo, Etiópia, Iraque, Mali, Nigéria, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Síria, Iémen e Ucrânia.  Milhões de mulheres e crianças foram e estão a ser deslocadas das suas casas enfrentando a fome, a pobreza, e tornando-se vítimas de mais violência, como violação, tráfico de seres humanos, prostituição e pornografia. As mulheres e raparigas suportam o peso de todas as guerras: os seus corpos são campos de batalha em que seus perpetradores reivindicam a vitória. 

Os movimentos pacifistas feministas, como a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, sabem que a Paz tem de ser baseada:

  • no respeito e no exercício dos direitos fundamentais, alicerçados nos tratados internacionais de direitos humanos;
  • na democracia como um valor irrevogável de toda a organização social;
  • no desenvolvimento humano e económico inclusivo e sustentável, assente na corresponsabilidade, individual e coletiva, refletida na trilogia do cuidar de:
    • outras pessoas,
    • si própria/o
    • e do planeta;
  • na cooperação humanitária, cultural, científica, tecnológica e económica entre os povos, fundada no respeito pelas suas diferentes culturas, mas também na exigência do respeito pela dignidade humana de mulheres e de homens e dos valores fundamentais dos povos que cooperam;
  • na justiça como na tolerância;
  • na solidariedade como na coesão social;
  • na segurança como na liberdade, individual e de grupo, vividas na esfera pública e privada.

Hoje, no Dia Internacional da Paz, recordamos a importante Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas 1325 “Mulheres, Paz e Segurança”:

Reafirmando o importante papel das mulheres na prevenção e resolução de conflitos e na construção da paz, e acentuando a importância da sua igual participação e total envolvimento em todos os esforços para a manutenção e promoção da paz e da segurança, bem como a necessidade de aumentar o seu papel na tomada de decisões no que respeita à prevenção e resolução de conflitos,
Reafirmando também a necessidade de implementar na sua totalidade a lei humanitária internacional e dos direitos humanos que protege os direitos das mulheres e das meninas durante e após os conflitos,[i].

E recordamos a Plataforma de Ação de Pequim:

“Para se atingir uma Paz duradoura é imprescindível estimular, desde tenra idade, uma educação que promova uma cultura de Paz, e em que se defendam a justiça e a tolerância para todos os povos e nações. Essa educação deve incluir elementos de resolução de conflitos, mediação, redução de preconceitos e respeito pela diversidade” [ii].

Hoje, no Dia Internacional da Paz, exigimos a Paz em todo o Mundo e apelamos ao fim do sexismo e do racismo!

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[i] Preâmbulo da Resolução 1325(2000).

[ii] §140 da Plataforma de Ação de Pequim.

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