As mulheres e as raparigas que, em fuga dos conflitos armados, viajam e se instalam na Europa enfrentam maior risco de serem alvo de violência masculina. No trajeto para os centros de acolhimento e nos próprios centros elas são violadas, violentadas e assediadas sexualmente por vários agressores; para terem acesso a alimentos, alojamento e transporte elas acabam por cair nas malhas do sistema da prostituição; elas enfrentam violência doméstica ainda em maior escala; as raparigas estão a ser vendidas para casamentos e traficadas para exploração sexual… Acresce que a forma como os centros de trânsito, receção e acomodação são construídos, organizados e equipados com recursos humanos e materiais tem um impacto direto na proteção das mulheres e raparigas contra a violência masculina.

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