Vivemos a crise de pessoas refugiadas mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de 60 milhões de pessoas refugiadas e deslocadas internamente em todo o mundo

As políticas europeias e nacionais não integram devidamente a dimensão de género na realidade enfrentada pelas mulheres, raparigas e meninas em fuga, especialmente as diferentes formas de violência que enfrentam em todas as fases da sua jornada em direção à paz.

A guerra, os conflitos e as alterações climáticas muitas vezes atingem desproporcionadamente as mulheres e as crianças. Tanto as mulheres como os homens são vítimas de guerras e conflitos, e estão em fuga, mas poucas mulheres fazem o caminho para um lugar mais seguro. Várias circunstâncias tornam a fuga mais difícil para as mulheres, como a amamentação, a menstruação e a gravidez, e muitas vezes as mulheres têm sobre si a responsabilidade pelas crianças. O abuso sexual e a violência são usados como estratégias para privar as mulheres e as meninas dos seus direitos civis e humanos. Durante as perigosas viagens, muitas mulheres e raparigas estão expostas à violência sexual, à violação, à prostituição e ao tráfico.