Adrienne Rich, poeta norte-americana que se destacou na luta pelos direitos das mulheres e das mulheres lésbicas, morreu na passada terça-feira, com 82 anos.

Morreu de uma doença longa e dolorosa, em casa, rodeada da sua família: a companheira de há mais de 30 anos, a escritora Michelle Cliff, os três filhos, David, Pablo e Jacob, a irmã e dois netos.

Adrienne Rich começou a escrever no início dos anos ’50 e publicou duas dúzias de volumes de poesia e mais que meia dúzia de volumes de prosa que foram muito apreciados pelos críticos, activistas e público em geral. Recebeu vários prémios, incluindo a bolsa “Génio” da Fundação MacArthur, em 1994, e o Prémio Bollingen de Poesia; foi-lhe, ainda, atribuída a Medalha Nacional das Artes, prémio de artes do mais alto nível do Governo dos Estados Unidos, que recusou devido às políticas injustas em termos económicos e raciais.

A poesia de Adrienne Rich revela preocupações acerca de temas como os direitos das mulheres, a maternidade, o amor entre mulheres e políticas de identidade. Com a morte dela, o mundo perdeu uma poderosa activista pelos direitos humanos e pela paz.

Como ela disse em 1984, ela e as suas irmãs de armas têm apenas uma razão para a sua luta: “a criação de uma sociedade sem dominação”.

Descansa em paz, irmã!