De acordo com os dados do Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA) da UMAR, em 2015 registou-se um menor número de femicídios consumados e tentados, se comparado com período homólogo de 2014. Não obstante, da análise temporal a 11 anos, não se pode afirmar que o femicídio está em tendência decrescente. Conclui-se, sim, que há ciclos e contraciclos na incidência do femicídio consumado e tentado, mas não uma tendência nem de aumento, nem de diminuição, o mesmo não acontecendo com o homicídio em geral, cuja tendência verificada é de diminuição.

O OMA contabilizou entre 1 Jan e 31 de Dez de 2015: 29 mulheres assassinadas e 39 mulheres vítimas de tentativa de femicídio.
Relativamente aos femicídios, conclui-se que:
– Foram assassinadas 2,4 mulheres a cada mês;
– 87% das mulheres assassinadas foram-no pelas mãos daqueles com quem mantinham ou tinham mantido relação de intimidade;
– Destas, 35% (n=10) já se encontrava separada do homicida;
– A maioria das mulheres foi assassinada nas suas residências (62%);

Relativamente às tentativas de femicídio, conclui-se que:
– Em média, 3,25 mulheres foram vítimas de tentativa de femicídio;
– 85% dos autores eram indivíduos com quem as mulheres mantinham ou tinham mantido relações de intimidade;
– 19 (49%) das mulheres já se haviam separado do agressor.